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Martin lança projeto solo com single Nossa Memória

  • Foto do escritor: Harllan Tavares
    Harllan Tavares
  • 23 de set. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 23 de set. de 2025

A música faz parte do álbum de estreia do artista, previsto para ser lançado em novembro pela Rockambole


Martin lançou nesta terça-feira, 23, seu primeiro single, Nossa Memória. A canção, que também dá nome ao álbum, traz um ritmo de bossa nova marcado no violão do compositor, acompanhado pelo violoncelo de Francisca Barreto, pelos sopros de Audryn Souza, pelo teclado de Gabriel Quirino e pela bateria de Gabriel Eubank. Já o arranjo e a produção de Victor Kroner, que também toca guitarra e baixo nessa faixa, trazem uma sonoridade mais contemporânea, que aproximam o gênero a estéticas sonoras atuais. Cantada por Martin, a canção fala de amor, entrega e recomeço. A letra dialoga muito com sua interpretação vocal, mais suave e soprosa, reforçando a atmosfera proposta no single.


Capa do single. Créditos da fotografia: João Nuci/Oriundo Arte
Capa do single. Créditos da fotografia: João Nuci/Oriundo Arte

O single faz parte do seu álbum de estreia, Nossa Memória (2025) que tem lançamento previsto em novembro deste ano, pelo selo Rockambole. Trata-se de uma antologia que equilibra delicadeza, emoção e momentos de pura energia. Sob a produção cuidadosa de Victor Kroner, mixagem de Victor Nery e masterização de Fernando Delgado, o disco apresenta letras sensíveis e melodias tocantes em um diálogo constante entre as diferentes vertentes da MPB, fundindo Bossa Nova, Funk Americano e Soul.


A Revista Galérica teve acesso exclusivo e em primeira mão ao álbum. Logo na faixa de introdução, o violoncelo de Francisca Barreto cria uma atmosfera de emoção e expectativa, nos levando para um ambiente íntimo e cinematográfico. Em seguida, Nossa Memória mantém o caráter intimista e delicado da faixa de introdução, mas dessa vez com mais instrumentos, acompanhando a voz de Martin. A partir daí, o álbum se desenvolve até um clímax, com grooves contagiantes, presença marcante do baixo, guitarra e arranjo de sopros.


O som transita entre diferentes fases da música brasileira. Em alguns momentos, remete a MPB dos anos 1970 e 1980, evocando nomes como Djavan e Caetano Veloso. Em outros, se aproxima a uma linguagem mais atual, na linha de artistas como Rubel ou Gilsons, que também bebem dessas mesmas influências. Essa mistura de referências cria um equilíbrio interessante, com músicas que carregam a linguagem de grandes hinos da MPB, mas ao mesmo tempo inovam, trazendo novas sonoridades à cena.


O álbum de Martin se equilibra entre faixas intimistas e outras mais expansivas e envolventes, capazes de levantar o astral sem perder o cuidado nos arranjos. Faixas pulsantes, com a presença de baixo, guitarra e bateria, convivem com canções suaves de voz e violão, construindo uma narrativa que leva o ouvinte a viajar por diferentes paisagens sonoras. Sem nunca perder a coerência estética do álbum, ora somos embalados por melodias suaves e introspectivas, ora envolvidos por ritmos vibrantes que convidam ao movimento.


O público paulistano teve a oportunidade de conhecer a maioria das canções do álbum em um show realizado no dia 29 de agosto, marcando a estreia do projeto solo de Martin. O autor subiu no palco da Casa Rockambole, em Pinheiros, acompanhado de Fran Nogueira (baixo), Victor Kroner (guitarra), Tommy Coelho (bateria) e a participação da voz de Francisca Barreto em duas canções. Trata-se de uma banda de peso: são artistas jovens e talentosos, que já acumularam experiência em diferentes projetos musicais e contribuíram significativamente para a apresentação.


Imagens do show em agosto. Fotografias: Mariana Blum
Imagens do show em agosto. Fotografias: Mariana Blum

O show foi um mergulho no universo musical de Martin. Suas músicas falam de amor, que assim como no álbum, possuem momentos intimistas e passagens carregadas de emoção. Algo a se destacar é o cuidado que todos os integrantes da banda tinham com a nitidez do som, garantindo clareza e equilíbrio em cada momento da apresentação. Nos instantes mais delicados, a banda se recolhia, construindo uma base sutil e atenta, reduzindo o volume e dando espaço para que a voz e as palavras ganhassem protagonismo. Quando o caráter da música pedia mais energia, a banda respondia à altura, aumentando o volume e puxando ritmos que remetem ao Funk e Disco americano – gêneros que possuem muita influência na nossa MPB, como pode ser notado em diversas músicas como Funk-se quem puder, de Gilberto Gil ou Samurai, de Djavan. O grupo soube explorar muito bem as variações de dinâmica durante as canções, causando grande impacto, quando necessário.


O show foi crescendo gradualmente até atingir climas mais intensos que transformaram o espaço em uma celebração vibrante. Esses momentos fizeram da apresentação uma grande festa. A estreia revelou não apenas as músicas, que em breve estarão registradas em disco, mas também a potência de um artista que sabe transitar entre a intimidade e a celebração.


Na Casa Rockambole, em agosto. Da esquerda para direita: Tommy Coelho, Martin, Fran Nogueira e Victor Kroner. Fotografia: Mariana Blum
Na Casa Rockambole, em agosto. Da esquerda para direita: Tommy Coelho, Martin, Fran Nogueira e Victor Kroner. Fotografia: Mariana Blum

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Martin é multinstrumentista, compositor e produtor de São Paulo. Participou dos álbuns Pseudo (2021) e Suco Digital (2024). Nossa Memória (2025) está disponível em todas as plataformas de áudio.

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