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nicole morsa

Na série Doce Deleite, a artista paulistana apresenta pinturas a óleo que exploram o apelo visual de bolos exageradamente gostosos. Com interesse pelo desejo, sua pesquisa traz, a partir de bolos carregados de elementos decorativos (cores, texturas, ingredientes), uma reflexão sobre o corpo feminino e a construção social do desejo, especialmente no que diz respeito à forma como o corpo feminino é ensinado a se apresentar. Carregados de beleza e expectativa, os bolos funcionam como construções visuais da sedução, da oferta e do consumo, elementos frequentemente associados à maneira como as mulheres são culturalmente condicionadas a performar para o olhar do outro.

Esses bolos, brilhantes, coloridos e oferecidos, praticamente imploram para serem comprados e comidos – e em nenhum momento Nicole traz a satisfação desse desejo, apenas o desejo em si. Uma vitrine, a água na boca. Só ideia do consumo desses bolos apelativos que, no final das contas, talvez nem sejam tão gostosos assim.

laura del'acqua

Nascida em um ambiente criativo, a artista paulistana foi naturalmente atraída pelo mundo das artes visuais. Já trabalhou com pintura, cerâmica e hoje se mantém na arte têxtil. Por meio da utilização da tecelagem manual com fio de malha, Laura faz uma busca pelo que chama de "escultura têxtil". Em sua obra, procura ressignificar e sacralizar fios e barbantes, criando tapeçarias e estruturas tridimensionais capazes de interagir e criar uma relação íntima com o espectador que, por sua vez, pode circular ou acessar o interior das esculturas.

roberto moura

O que parece interessar os processos do artista plástico e tatuador Roberto Moura é a valorização da construção das formas, para além da figuração clássica. Assim como nas abstrações de Carlos Páez Vilaró, pintor e ceramista uruguaio, as obras mais oníricas de Roberto atingem um universo desconhecido, criado tão subjetivamente com mistura de diversas referências formando algo singular. Nesse cenário criativo,a textura ressalta as cores, não posicionando-as como elementos secundários de uma obra. A arte contemporânea, ou melhor, a contemporaneidade, segundo Giorgio Agamben, como conceito temporal para classificar determinados temas, costumes, cultura e arte, não é concedida apenas por fazer parte do tempo presente. Não basta pensar e produzir. Hoje, é necessário questionar a existência e suas pulsões criativas e filosóficas, e assim o faz Roberto.

lorenza
gioppo

Além de colaboradora da Galérica, Lorenza Vicelli Gioppo é artista visual, cineasta e bordadeira. Trabalha com direção de arte e é pós-graduanda em Gestos de Escrita como Prática de Risco pelA Casa Tombada.

Em sua obra, realiza intervenções em objetos e performances que envolvem o corpo, a linha e a terra na mesma medida, brincando com gestos e palavras que saem de seu sentido original a depender do contexto. Busca investigar a identidade, as bordas, o corte e a espacialidade, passando pelas temáticas da memória e do feminino.

lucca
meloni

Do interior de São Paulo. Formado em Rádio e Televisão, pela FAAP. Resido na capital há mais de seis anos, onde trabalho como diretor de cena e criativo, realizando comerciais e outros projetos audiovisuais. No entanto, quando não estou filmando, busco expandir os horizontes e explorar outros meios criativos, como a inteligência artificial e o design.

Uma das minhas paixões é a moda, então utilizo muito a I.A para desenvolver retratos da área. Me baseando em diversos estilistas e fotógrafos, vou gerando “promptografias” relacionadas e depois utilizo outros softwares, como o Photoshop e o Premiere Pro, para elaborar melhor as peças. 

duda
massari

Produtora audiovisual e artista plástica de forma autônoma. Nas artes plásticas, encontra um lugar íntimo e solitário de criação e pesquisa. Se interessa pelo contato com a pintura principalmente na abstração, que testa sua criatividade ao mesmo tempo que invade todas as linguagens na interpretação do cotidiano, como o teatro, o cinema e a fotografia. 

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